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Ergonomia na prática odontológica

Foto  O número de doenças osteomusculares relacionadas ao trabalho cresce aceleradamente entre os profissionais de saúde. Tais doenças são normalmente ocasionadas por movimentos repetitivos, postura inadequada, estresse ou até mesmo excesso de trabalho.
A má postura adotada, em qualquer que seja a atividade, pode ser o pivô para o surgimento desse conjunto de desordens neuro-músculo-tendinosas – de origem ocupacional – que atingem, principalmente, membros superiores, pernas, coluna cervical, dorsal e lombar.
Há poucos anos, o órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) e a Federation Dentaire Internacionale (FDI) homologaram normas e diretrizes oficiais sobre a ergonomia na atuação do profissional de saúde bucal. 

“É de suma importância que os cirurgiões-dentistas sejam instruídos a  adotar práticas saudáveis para otimizar sua ‘performance’ durante o exercício de suas funções. Um posicionamento corporal correto, a disposição correta dos equipamentos utilizados e, principalmente, a adoção de um protocolo de exercícios laborais específico para ser aplicado antes, durante e após os atendimentos são fundamentais para garantir a longevidade destes profissionais”, afirma Alexandre Menoncello Ballerine, fisioterapeuta, especialista em estabilização segmentar, especialista em fisioterapia esportiva, especialista em fisiologia do exercício e membro da Associação Latino Americana de Pesquisas em Odontologia e Saúde – ALAPOS.

O cirurgião-dentista não está livre de ser surpreendido pelas lesões por trauma cumulativo, pois normalmente têm problemas por trabalhar com posturas inadequadas, organização do trabalho ineficiente e estresse cognitivo. “Considerando que a atividade do cirurgião-dentista exige a frequente manutenção de posturas inadequadas, como braços em contrações estáticas durante longos períodos de tempo, rotação do corpo com inclinação, movimentos de precisão, trabalho em local de difícil acesso e o uso de ferramentas em movimento de pinça, muitas lesões podem vir a acometer esses profissionais devido ao esforço repetitivo desses movimentos”, esclarece a Teresa Elias Chacur de Miranda, professora adjunta da Faculdade de Odontologia da UFRJ e especialista em endodontia.

Algumas medidas simples podem reverter esse quadro. Optar por projetos ergonômicos de consultórios odontológicos já é um passo muito importante no quesito prevenção. Segundo o Dr. Ballerine é fundamental respeitar um esquema ergonômico durante a aquisição de móveis odontológicos. “Atualmente existem empresas no mercado que auxiliam nesse tipo de planejamento, inclusive os projetos às normas preconizadas pela vigilância sanitária e por outros órgãos competentes. Nesses projetos específicos devem ser observados detalhes, como alturas e distâncias corretas, iluminação do ambiente e área de trabalho, disposição dos móveis e estação de trabalho, ruídos – não só os produzidos pela aparelhagem específica como externos ao consultório”.

Durante a aquisição dos móveis para compor o consultório odontológico, o profissional de saúde bucal deve procurar sempre unir o útil ao agradável, ou seja, a beleza à ergonomia. “Como trabalho com estética, costumo avaliar o design e se os móveis vão passar para o cliente a minha marca e o meu estilo. Por outro lado, só adquiro tal produto se for ergonômico e se o mesmo se adapta a minha concepção de trabalho. Já tive grandes problemas em comprar uma cadeira odontológica sem avaliar os detalhes que são realmente importantes”, destaca o cirurgião-dentista Wanderley de Almeida Cesar Jr., especialista em dentística restauradora.


Fonte: FGM 2013

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