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Conheça a dor para evitá-la!

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Não se pode ver a dores físicas como algo natural, embora 3 entre 10 pessoas padeçam desses males. Elas precisam ser tratadas, não suportadas...

Ao contrário do que se pensa, a dor não é algo natural, a ponto de se resignar e aprender a conviver com ela. Tampouco é um fenômeno que pode ser resolvido com medicamentos, que aplacam ou até acabam com a sensação, mas não vão à origem do mal. Ou seja, não tratam do problema de saúde. Esse recado é particularmente importante visto que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, 30% das pessoas em todo o mundo convivem com dores crônicas. São dores que duram mais de três meses e que, depois do recurso dos medicamentos, geralmente de uso diário, voltam a aparecer.

A dor não deve ser suportada, ela deve ser tratada. E isso envolve conhecer o que está causando essa dor, pois ela é sempre um sinal de alerta do corpo de que algo não está bem.

O mal de cada dia

Costas

10% das dores lombares crônicas têm origem muscular; 20% devido à colocação de pinos na coluna (com pressão sobre a articulação sacro-ilíaca); 30% por artrose na coluna lombar; e 40% por fraturas no disco intervertebral que amortece a coluna. A dor aguda também pode esconder um problema renal. “Se for lombar, uma mudança de posição faz a dor aliviar. Se for nos rins, não cessa. E se houver febre, pode ser uma infecção renal, a pielonefrite. No caso de uma dor com pontadas, pode significar pneumonia.

Cabeça

A dor mais severa pode ser uma enxaqueca. Geralmente se espalha por um lado da cabeça e provoca ânsia, vômito e reações à luz. Pode durar até 3 dias ininterruptos. A falta de um sono reparador, entre pessoas que roncam ou acordam muito durante a noite, também pode ser a causa da dor de cabeça matinal. Às vezes, o problema é de origem orofacial (a região que envolve pescoço, face, cabeça e cavidade oral). Uma alteração da articulação que liga a mandíbula ao crânio pode ser a causa, além do bruxismo ou mesmo o uso de aparelhos ortodônticos. Em casos mais raros a dor pode estar associada a um tumor cerebral ou a um aneurisma, uma anormalidade dos vasos sanguíneos do cérebro que forma ‘saquinhos’ nessas estruturas, gerando pressão no vaso e causando dor. Outra doença a causar dor nessa região é a neuralgia do trigêmeo, causada por agressões de vasos que, ao pulsar, atingem os nervos da região da face, olhos e mandíbula. Anti-inflamatórios também podem causar dores crônicas de cabeça.

Abdômen

Entre as dores na barriga, há desde gases e intoxicação até situações mais graves, como inflamação da vesícula biliar – nesse caso, a dor começa no lado direito da barriga e se espalha. Um caso mais grave, é um aneurisma da artéria aorta abdominal, ou tumores na região, como o de fígado ou pâncreas. Na região do baixo ventre, a dor pode estar associada a um quadro de endometriose, responsável pelas cólicas menstruais, que não devem ser subestimadas. O crescimento anormal das células do endométrio faz com que este tecido acabe migrando para regiões como uretra, bexiga e trompas, gerando inflamação e dor.

Pernas

O pouco condicionamento físico ou varizes são a causa da maioria das dores nas pernas, mas às vezes resulta de pequenas tromboses e acidentes vasculares. Problemas de coluna, a lombociatalgia (ou dor no ciático), também podem gerar dor nas pernas, geralmente uma só, do lado afetado pelo problema. Lesões causadas por traumas nos ligamentos ou na cartilagem dos pés, tornozelos e joelhos incham e causam dor, além da artrose e pode limitar os movimentos. Por fim, a dor nos pés, associado a ferimentos, pode significar algo bem grave: o diabete, que pode vir a gerar até a amputação dos dedos ou do próprio pé.

Peito

Os diagnósticos mais plausíveis são angina do peito, pneumonia, gastrite ou espasmos do esôfago. Em 85% dos casos, as dores não envolvem o coração; são na maioria gastrite, ou algo simples como gases, gripe ou tosse com dor. A dor de um infarto é um tipo de aperto, como se alguém sentasse no teu peito. Ela é espalhada, não dá para apontar com o dedo. Também ocorre por um período de 15 a 30 minutos e cessa, depois volta. A dor vai para o ombro, pescoço, rosto, mandíbula. Já a úlcera queima, é localizada e tende a passar com um copo de água. A dor de pneumonia também é contínua e dá pontadas. Uma das dores mais perigosas, exige atendimento rápido. A recomendação é procurar um médico e tomar uma aspirina (ela impede a evolução do infarto, mas não é um tratamento).

Fonte: Gazeta do Povo

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